sexta-feira, 12 de setembro de 2008

A Pedidos...

Conseguem entender aquele bloqueio criativo? Acho que hoje em dia eu só tenho desenvoltura para escrever crônicas de fatos reais ou textos dissertativos para vestibular [\bret] e como ainda não resolvi fazer uma novela virtual da minha vida, vou dar AQUELA enrolada, fazer de vocês, panquecas (L). A melhor enrolation no caso, para mim, que me dá vontade, é fazer reviews.
No caso a minissérie global recentemente adquirida pela loira que vos escreve, Os Maias:
Resumo(por mim mesma):
Adaptação para a televisão do romance homônimo de Eça de Queirós (foto), unindo elementos de outra obra "Relíquia" (isso na versão transmitida em rede nacional. A versão do DVD é editada somente com personagens da obra "Os Maias"). Escrita por Maria Adelaide Amaral e João Emanuel Carneiro e dirigida por Luiz Fernando Carvalho, em 2001.

Conta a saga da distinta e rica família Maia, em Portugal no ano de 1888. A primeira parte foca o relacionamento de Pedro da Maia (Leonardo Vieira) (foto) com Maria Monforte (Simone Spoladore)(foto), jovem extremamente bela, sedutora e inteligente. Sofria um tipo de preconceito, apesar de ser rica, da sociedade lisboeta, em razão de seu pai (Stênio Garcia) ser um ex-traficante de escravos, chamavam-na "Negreira". Em contra partida Pedro da Maia, por sua criação e do suicídio da mãe, era um homem extremamente beato, melancólico e muitas vezes covarde. Completamente apaixonado por Maria Monforte a corteja, contra a vontade do pai, Dom Afonso (Walmor Chagas), e se casa com ela. Vivem felizes por muitos anos. Maria tem dois filhos Carlos Eduardo (Fábio Assunção) e Maria Eduarda(Ana Paula Arósio).
Em dado momento, Maria, conhece Tancredo (Fábio Fulco), aventureiro e finge ser um principe italiano. Tancredo a seduz e Maria foge com ele para Paris levando Maria Eduarda consigo. Pedro, no desespero, desespero esse maior pelo fato da partida da esposa do que pela traição em si, se suicida. D. Afonso, decide criar Carlos Eduardo, também com o intuito de fazer dele um homem diferente do pai.
Assim Carlos é criado com amor, mas severidade, e se torna um belo, inteligente e corajoso rapaz. Decide pela medicina e vai cursar a faculdade em Coimbra após várias viagens pela Europa. Lá conhece João da Ega (Selton Mello), poeta satanista, vagabundo, ateu e libertino que odeia o Romantismo. Terminando a faculdade Carlos volta para Lisboa afim de abrir seu consultório. Carlos Eduardo se torna um homem com muitas amantes, a maioria prostitutas ou mulheres casadas. Cansado desse vazio sentimental certo dia ele conhece belíssima Madame Maria Eduarda Castro Gomes, esposa de Joaquim Castro Gomes (Paulo Betti). Apaixonado por ela, a corteja e em uma viagem a negócios de seu marido Madame Castro Gomes, uni-se a ele indo morar com sua filha Rosiclair (Isabelle Drummond) em uma mansão nos Olivais (região muito bonita de Portugal).









Carlos acaba por descobrir que Maria Eduarda não é casada oficialmente com Joaquim. Descobre também o passado da mulher que tanto ama, e por quem é amado. Passado esse extremamente infeliz.






Após uma série de acontecimentos, chega a tona a verdade. Maria Eduarda é filha de Maria Monforte portanto irmã de Carlos Eduardo. Após este conhecimento, Carlos ainda mantém relações com Maria, cometendo então incesto voluntário.
Muito desespero e lágrimas depois, Maria Eduarda se muda para França alguns anos depois, casando-se. Carlos Eduardo não se casa novamente e fica em Lisboa vivendo sua mesma vida, mas nunca mais acreditando no amor.
Tá agora, a review própriamente dita.
Do começo ao fim, perfeita. Acabou a review.
Mentiraaa.
Mas realmente, a minissérie é um grande aglomerado de talentos, contando com uma produção absolutamente perfeita de figurinos e locações, destaque para as cenas belíssimas em Cintra. Destaque também para o fato de grande parte da minissérie que foi realmente gravada em Portugal.
Dou aqui também atenção especial a maravilhosa trilha sonora de John Neschling (maestro, comanda a OSESP, e já assumiu a direção dos Teatros municipais de São Paulo e do Rio de Janeiro, pesquisem o nome dele na Wikipédia e descubram o quão pouco foda ele é.).

É relamente difícil encontrar algum defeito, eu diria talvez, a edição da versão do DVD. Partes cortadas e reorganizadas de forma estranha, pois os diretores, queriam somente a história dos Maias no DVD, na TV como eu já disse, personagens e fatos de "Relíquia" foram adicionados, pois somente Os Maias tornaria a minissérie muito curta. Fora isso impecável.
Ana Paula Arósio e Fábio Assunção talvez em seus momentos mais esplendorosos e belos de seus carreiras, pelo menos na minha singela opinião. Arósio belíssíssíssíssima loira de olhos negros, bem como a barba, e os olhos também negros no galã, que cá entre nós meninas, dispensa comentários. Agora falando sério... Atuações primorosas, destaque para Walmor Chagas, Selton Mello(o impagavél Ega),o MESTRE Osmar Prado (Tomás Alencar, personagem de destaque totalmente a favor do Romantismo, e fã de Victor Hugo). Este último talvez meu favorito junto com Maria Monforte (D I V I N A Simone Spoladore). Leonardo Vieira como Pedro também, espetacular.
A retratação totalmente fiel, do tipo de sociedade de Portugal, e seus romances e fofocas. Personagens cativantes como Maria da Pena (Eva Wilma) e cômicos como Eusebiosinho (Felipe Martins). Os amigos divertidíssimos de Pedro, as amas de Maria Eduarda. E, é lógico, a diva (diva exibidíssima e nariz em pé, mas dive) Marília Pêra, como Maria Monforte velha.
Acabam meus sinônimos mas eu não canso de elogiar. Movimentos de câmera, e fotografia. Novamente vale lembrar do figurino, feminino divino óbviamente, mas o masculino também (Nota para Dâmaso Salcede, vivido por Otávio Muller, e seus ternos e cartolas azuis).
Com música, fotografia, direção, roteiro, figurino, locações e atuações MARAVILHOSAS não tinha como não ser um sucesso, apesar de não ter tido a maior audiência para minisséries da Globo, provavelmente pelo caráter polêmico, foi elogiada inclusive por intelectuais e literários, dada a fidelidade a obra e as críticas sociais e idéias de Eça de Queiroz (que tinha duras opinões a sociedade Portuguesa e ao Romantismo banalizado; o não banal é exposto por Tomás Alencar, tanto na série quanto no livro.)
Vale cada minuto, e valeu cada centavo, quem quiser a minissérie e peça, e quem quiser a trilha sonora, me peça pelo msn.
Até o próximo post... BEIJOS!!

[Eu te amo amor... {P²:*:} Pra sempre.]

2 comentários:

Alb disse...

se voce gostou eu nao vou ver pense sobre isso

<3

Julia disse...

Está assaz abandonado este teu blog. Quel escreveres algo mais?